Bolívia – Os vinhedos mais altos do mundo

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O mundo do vinho é realmente surpreendente e apaixonante. Sempre falamos muito em velho mundo, novo mundo, paralelo, latitude, altitude, e em como a vitivinicultura mundial vem expandindo nas últimas décadas. Porém é impossível afirmar que se conhece tudo sobre o mundo do vinho. O que é maravilhoso, pois sempre teremos novas descobertas a fazer e vinhos a degustar.

E nesta matéria super especial, vamos descobrir os vinhedos mais altos do mundo, um pouco da história, de seu povo, de seus vinhos e os encantos das belas paisagens da região.

Falar da história do vinho boliviano, é falar da história do sul do país, que teve seu início em 1550, quando os missionários católicos introduziram as primeiras mudas de videiras na Bolívia. A cultura foi levada para várias partes do país, mas foi no sul que encontrou as condições de clima e solo mais favoráveis ao cultivo.

E desde então a vitivinicultura boliviana foi se estruturando e atualmente é uma atividade econômica e social muito importante. A Bolívia conta hoje com 2.300 hectares de vinhas, destinadas ao consumo in natura, a elaboração de vinhos e singanis (destilado de uva típicamente boliviano). Esta atividade beneficia mais de 2.000 famílias e gera mais de 11.000 empregos de maneira direta.

A Fundação FAUTAPO, através do programa de fortalecimento do setor, realiza um trabalho de apoio aos produtores, e ajuda a desenvolver, posicionar e divulgar os produtos no mercado nacional e internacional. E desta maneira difunde a viticultura boliviana mostrando a qualidade dos vinhos produzidos nos vinhedos mais altos do mundo.

O “terroir” da Bolivia é caracterizado por vales interandinos, onde a altitude se encontra entre 1.600 aos 2.900 metros. Os solos são profundos e de origem aluvial, e o clima temperado com dias quentes e muito ensolarados completam os requisitos para o cultivo de vinhas de ótima qualidade.

A uva mais difundida no país é a Moscatel de Alexandria utilizada como uva de mesa (juntamente com outras varidedades como Red Globe, Cardinale e Itália) e na elaboração de vinhos e singanis.

Para a elaboração de vinhos tintos as mais produzidas são: Syrah, Cabernet Sauvignon, Tannat, Merlot, Malbec, Tempranillo e Barbera. E para os brancos o destaque são: Sauvignon Blanc, Riesling, Chardonnay, Moscatel de Alexandria e Torrontes.

As vinícolas são distintas, encontramos uma série de empresas artesanais, que se mantem fiéis aos métodos antigos de elaboração, e onde pode-se retomar a tradição e a história da região. E de outro lado empresas grandes, que contam com tecnologia de última geração importada de países de tradição como Itália, França entre outros.

Os vinhos, segundo eles chamados de “ uma experiência de altura”. São assim chamados por três motivos: por serem produzidos com uvas cultivadas nas alturas da Cordilheira dos Andes, pela alta qualidade e por requererem de um gosto sofisticado para degustá-los.

Em geral os vinhos tintos apresentam uma boa untuosidade, um excelente perfil aromático, boa característica varietal e alguns boa estrutura para guarda. Os brancos se destacam aromaticamente, são maravilhosos, possuem baixa acidez e na boca são bem agradáveis.

O Singani, bebida típica da Bolívia, é um destilado fino, jovem e aromático, obtido unicamente da destilação de um vinho 100% da uva moscatel de alexandria, e possuem uma graduação alcoolica entre 35 e 43 GL.

Os vinhos ainda não estão disponíveis no Brasil, mas esperamos que em breve passem a ser importados e disponibilizados ao consumidor brasileiro como mais uma opção de vinho e de cultura vínica!

Saudações enológicas

Por: Deise Pelicioli
deisepelicioli@vinhoepoesia.com.br

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